terça-feira, 23 de março de 2010

Francisco Lázaro

No número de Abril da revista "Jogging International", descobri um artigo sobre o maratonista português Francisco Lázaro, primeira vítima mortal nuns jogos olímpicos da era moderna.

Com efeito, Lázaro era favorito para a maratona dos Jogos Olímicos de Estocolmo em 1912, mas acabou por desfalecer antes do km 35, tendo falecido no hospital algumas horas depois.

Fiquei espantado por nunca ter ouvido falar neste caso. Será que sou o único? O artigo refere um livro de ficção que trata deste triste episódio. Alguém conhece o título em português?

sexta-feira, 19 de março de 2010

O voo


A águia voando sob fundo azul impunha-se depois da vitória de ontem em Marselha e em antevisão do jogo de domingo...

Agora só me resta esperar que nos caia o Standard de Liège nos quartos-de-final. Não apenas me parece perfeitamente ao alcance deste Benfica, como me permitiria ir ver o jogo ao vivo em Liège.

Pena o Sporting ter ficado pelo caminho.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais uma corrida, mais uma viagem

Hoje corri 16 km à hora do almoço, uma das músicas que ouvi no iPhone era do Sérgio Godinho, não me lembro do nome da canção mas o refrão diz "mais uma corrida, mais uma viagem/fim de semana para ganhar coragem".

Quando a ouvi, dei comigo a pensar que poderia servir de introdução a um post, sobretudo a parte sobre o fim de semana para ganhar coragem ;-).

Em termos de corrida, o fim de semana vai consistir numa saída de 2h30m, com pelo menos 45 minutos ao ritmo previsto para a maratona (4'50"/km). Dado o tempo que teima em ser pouco primaveril (mas pelo menos as temperaturas estão claramente positivas, esperam-se máximas de 8°), coragem vai mesmo ser necessária.

Começo a estar farto até à raiz dos cabelos de correr coberto com 3 camadas de roupa.

Vivement le soleil!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Crystal clear

Vista a 2000km de distância, a luta "política" portuguesa parece-me incompreensível.

Já há muito que deixei de tentar perceber quem e quais os interesses que se escondem por detrás das diferentes siglas, empresas, jornais, jornalistas e televisões.

Mas continuo a achar que uma campanha política assente no ataque pessoal é um atentado à inteligência dos cidadãos e acabará por se virar contra os seus autores, mais cedo ou mais tarde.

Por tudo isto, revejo-me quase inteiramente na intervenção de Garcia Pereira no programa "Antes Pelo Contrário", disponível no YouTube. Quem me conhece sabe que tal nunca deve ter acontecido antes - e provavelmente não voltará a acontecer!

Porque nem só de corrida vive o homem, aqui fica o link para o vídeo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Objectivos revistos

Obrigado aos companheiros bloguistas pelos comentários e encorajamentos.

Já agora, e em jeito de resposta, os meus objectivos para a próxima Maratona serão modestos, dadas as circunstâncias. Por enquanto, tenho tido alguma dificuldade em seguir o programa traçado, nomeadamente quando se trata de correr à velocidade desejada para a Maratona (4'30/km, ou seja, 13,3km/h, 3h10m para a maratona). Ainda hoje tive de parar o treino ao chegar à hora de corrida (incluindo 15 minutos de aquecimento), em vez da hora e meia prevista.

Bem sei que ainda faltam dois meses e uns dias para o dia D, mas as indicações não são as melhores por enquanto. Dar-me-ia por muito contente se conseguisse descer abaixo das 3h15m, mas tenho dúvidas...

O essencial é que os tendões têm reagido bem ao aumento da carga de treino. Não será por aí (espero!) que o gato vai às filhós!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

De volta?

A minha última mensagem já data do ano passado, imagino que os poucos seguidores deste blog já perderam qualquer interesse e que já ninguém deita um olho distraído a esta página para ver se há novidade.

Curiosamente, nunca senti falta de motivação para a corrida (embora a bicicleta ocupe um espaço cada vez maior na minha vida desportiva), mas não tenho tido qualquer vontade de escrever.

O facto de ter parado de correr não ajudou. Afinal de contas um blog como este vive muito do relato dos treinos e provas. Mas até podia ter sido interessante escrever sobre a recuperação, a descrença, a motivação, a esperança...

Escrever um blog é sempre algo presunçoso. Um blog não é um diário íntimo que se esconde no fundo da gaveta: por detrás do blog está antes a vontade de partilhar, de ser lido e comentado por outros. Mas a dúvida acaba sempre por surgir: afinal de contas o que tenho para dizer que valha a pena que outros percam o tempo a lê-lo (e eu a escrevê-lo...)?

Confesso que tinha decidido apagar o blog, afinal acabei por escrever mais um post, nem sei bem porquê...

Já que o faço, vou então dizer duas ou três coisas sobre o meu regresso à corrida depois da tendinite eo do longo período de recuperação: desde Dezembro que reatei a corrida, de forma muito lenta e gradual, começando por 10 minutos de corrida e indo acrescentando minutos lentamente. Tenho seguido à risca o programa, incluindo os exercícios de "stretching" e o gelo regular nos tendões.

Actualmente, corro sem limitações e sem qualquer dor e estou a preparar a minha próxima Maratona, para a qual já estou inscrito: será a 9 de Maio, em Praga.

A preparação segue a bom ritmo. No mês de Janeiro, já palmilhei 150 quilómetros, no mês de Fevereiro já vou em 142 km, chegarei perto dos 200 km. Nesta fase, os treinos consistem numa sessão em VMA, uma sessão ao ritmo previsto para a Maratona e um longão ao fim-de-semana.

No sábado passado, corri 27 km em 2h30m. A distância e a duração do treino estavam previstas no programa. O que não estava previsto era a temperatura negativa em Bruxelas que fez com que a partir da hora e meia de corrida, começasse a enregelar, sobretudo as mãos. As luvas começaram a ficar molhadas da transpiração e as mão enregeladas. Em vez de acabar mais cedo, teimei em cumprir o programa e acabei em autêntica hipotermia, incapaz de parar de tremer de frio, com dores terríveis nas mãos, que ainda se agravaram quando voltei ao calor da casa.

Mais uma vez, voltei afazer a mesma asneira de sempre: não ligar às sensações, teimar em seguir às cegas o programa traçado. Foi assim que arranjei e agravei a tendinite, parece que não aprendi a lição.

No entanto, depois de recuperar, que sensação agradável de ter conseguido ser mais forte do que os elementos...